segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Rebellion Festival - Dia 1

Ora então cá está a prometida review ao festival punk do ano, o Rebellion Fest, em Blackpool.

Antes demais devo dizer que foi a minha estreia em festivais na Grã-Bertanha. Já tinha estado no Punk & Disorderly em Berlim, mas cedo me apercebi que a dimensão deste é bastante superior. São 6 palcos (um deles acústico, ao género Café Concerto), sempre com bandas a tocar. Bandas desde as mais conhecidas no universo punk, até à banda mais underground de Londres ou do Canadá.

O primeiro dia, naturalmente, foi o dia do aquecimento, do reconhecimento do terreno, do beber de todo aquele ambiente em torno de nós.

Os concertos eram nos Winter Gardens, um edifício gigante que apenas está parcialmente utilizado pelo festival. Já li na revista disponibilizada à entrada aquando da compra do bilhete e da sua troca pelas já habituais pulseirinhas, que para 2012 teremos mais uma sala disponível com capacidade para cerca de 2000 pessoas.

A organização do festival foi irrepreensível. Tudo feito a perceito e tudo com um propósito. Os seguranças são simpáticos (ao contrário de cá), acessíveis. Existiam dois corredores só com bancas de vinil e merchandising (onde no primeiro dia muita gente, incluindo eu, fez as suas comprinhas).

No primeiro dia, dois dos palcos estiveram inactivos (a maior sala tinha dois palcos, mas manifestamente sem grandes condições).

Assim, deu para conhecer o o palco principal (Empress Ballroom) e aquele que foi o palco que eu mais gostei, a Arena (um palco mais pequeno, mas bastante acolhedor, ideal para concertos de bandas médias mas capazes de agarrar o público). Ainda passei pelo palco Acústico (para beber) e também pelo Bizarre Bazaar onde tocavam artistas mais "diferentes" do habitual street punk, Oi!, Punk 77 que o festival usualmente nos oferece.

Então vamos começar pelas bandas...

Depois das compras, da visita geral ao festival, era tempo de começar a ver concertos.

A primeira banda que vi foram os Geoffrey Oi!Cott, já passavam 45 minutos das 6 da tarde. O palco era a Arena (o tal mais pequeno, mas com mais "jogo" punk 77).

Geoffrey Oi!Cott


Admito que não conhecia rigorosamente nada desta banda. Entraram em palco vestidos de branco e o vocalista trazia nas mãos um taco de Criquete, desporto bastante popular na Inglaterra. O público, maioritariamente skinhead, rapidamente gritava "Yorkshire! Yorkshire!". Percebi que deveria ser a terra natal da banda.

Começaram a tocar... Street-Punk Oi! assumido, com influências de Cockney Rejects, 4-Skins ou Major Accident.

Não sendo naturalmente a minha chavena de chá (embora durante alguns anos tenha ouvido bastantes bandas Oi! e Street Punk, especialmente da Legião 82), admito que gostei de ouvir esta banda. Segura, coesa e com uma boa interacção com o público. Devo acrescentar que tocar na Arena tem outra vantagem, é a sala que melhor som tem.

O primeiro concerto foi bom, mas era hora de ir jantar porque a seguir vinham as "bandas a sério".

Depois do estômago cheio, era tempo de rumar ao palco principal (Empress Ballroom). Estavam prontos para começar os World Inferno Friendship Society. Mais uma banda que pouco conhecia. Tocavam uma espécie de "punk alternativo" ou uma espécia de "world music meets punk rock", a fazer lembrar uns Magazine das sua fase inicial, mas mais melódicos. Pelo que li na revista oficial do festival, são uma banda composta por mais de 30 (!!!) elementos, mas apenas 6 se apresentaram em palco, se a memória não me falha. Era o vocalista, a baixista, a baterista, o guitarrista e duas mulheres a tocar violino.

Sinceramente não desgostei de certas partes (ou certas músicas), mas no geral achei o concerto um bocado aborrecido. Ainda assim, terminaram com chave de ouro com o clássico "Only Anarchists Are Pretty".

Em seguida ia tocar a banda que mais gente meteu no 1º dia do festival... The Old Firm Casuals. Quem são? A nova banda do Lars Frederiksen dos Rancid.

Conseguiram, às 22h05, deixar muito bem composta a Empress Ballroom. O som era um Street Punk / Oi! copiado dos clássicos dos Cockney Rejects e dos Clash.

Devo mesmo dizer que esta banda não é mais do que um reciclar de riffs que todos já ouvimos. Aliás, um dos riffs de uma música era praticamente igual à "Clash City Rockers". Sim, tocam bem, mas foi uma banda completamente desinteressante que nada de novo traz ao que quer que seja.

Resta acrescentar que terminaram o concerto com o clássico dos Last Resort, "Violence In Our Minds", com o próprio Roi Pearce a cantar a música.

Terminada a actuação dos Old Firm Casuals era altura de ir para a frente... iam começar os Off! Pessoalmente, eram a banda que eu mais queria ver no festival todo. Já expliquei em dois posts anteriores que tenho o vocalista dos Off! (Mr. Keith Morris) em grande consideração. Devo mesmo dizer que, para mim, é o melhor vocalista punk rock de sempre (em termos vocais). Depois, era altura de ver a banda na sua fase inicial, ainda cheia de raiva e de vontade de mostrar serviço.

 
Off!
E devo dizer que fiquei rendido! Off! ao vivo foi melhor do que eu estava à espera. Foram cerca de 35/40 minutos sempre a abrir, sempre a despejar o punk/hardcore furioso com garra e vontade.

Fiquei rendido, completamente. Tocaram, na íntegra, os 5 Ep's que já têm no mercado.

O momento alto foi o tributo ao Jefferey Lee Pierce (Gun Club) com a música com o nome do mítico vocalista da banda garage californiana.

Este concerto, para mim, foi um dos três melhores do Rebellion e dos melhores concertos de punk que tive o prazer de assistir.

Quando terminaram, deu tempo para ir fumar um cigarro, beber mais uma cerveja e descansar os pés... porque a seguir vinham os reis do psychobilly, os Meteors.

Começaram com um instrumental e seguiu-se o clássico "Shout So Loud". Admito que era das bandas que também mais queria ver, mas desta vez saí um bocado desiludido. Se o Sr. Fenech esteve muito bem (como parece ser habitual) e se o contra-baixista (Simon Linden) também cumpriu bem com o seu papel, o baterista (Wolf) pareceu-me limitado naquilo que fazia. Parecia que usava sempre o mesmo ritmo para todas as músicas.

Não gostei muito, mas ainda cantarolei temas como "Shout so Loud" ou "Wolfjob" (um dos meus temas preferidos dos Meteors).

Antes do fim dos Meteors ainda dei um saltinho ao Bizarre Bazaar ver o que faltava do concerto dos Bay City Rollers liderados pelo membro original,  Eric Faulkner.

Já os tinha visto o ano passado em Berlim e voltei a ver este ano, ficando com a mesma opinião. Muito bom ao vivo, fazendo mesmo lembrar uns Vibrators (na sua melhor fase). (Power) Pop com toques de punk e glam que continuam a resultar mais de 30 anos depois.

Depois era hora de voltar ao hotel para descansar e dormir o sono dos justos, porque no dia seguinte (sexta-feira) havia mais bandas boas para ver!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

De Inglaterra com Amor - Rebellion Fest 2011 (Blackpool)



Finalmente as férias acabaram.


Entre idas por aqui e para ali, destaca-se, claramente, a ida ao maior festival punk de todos... o Rebellion Fest. Teve lugar em Blackpool, uma simpática cidade costeira inglesa. Fica a 1h30 de comboio (confortável, leia-se) de Manchester e é equidistante de Liverpool.

O ambiente já no aeroporto de Manchester era pre-festa na véspera do festival. Camisas de 999, t-shirts de UK Subs, The Joneses, Killing Joke, Cock Sparrer ou 4-Skins podiam-se avistar na estação de comboios que era colada ao aeroporto.

Sinceramente sentia-me como peixe na água. Olhar à volta e ver centenas de pessoas com a mesma "escola" que eu e com gostos musicais semelhantes sempre foi algo que me fez arrepiar.



Quanto ao festival em si, dada a quantidade de bandas que consegui ver, vai demorar até conseguir uma análise minimamente decente.

No entanto, esta virá... o seu a seu tempo...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Os Estudantes - Punk Hardcore do Brasil


Bem, em primeiro lugar devo dizer que, tirando a 1ª geração, o punk brasileiro a mim sempre me passou ao lado.

Gosto dos Olho Seco, dos Replicantes, dos Camisa de Vénus, dos Inocentes, de uma ou outra coisa dos Cólera e pouco mais.

No entanto, há coisa de 1 ou 2 anos descobri uma banda que me encheu as medidas.

O nome pode enganar (e a capa do Cd também), mas quando metemos o CD/LP d' Os Estudantes a tocar na aparelhagem não há hipótese... arrasador!!

Para quem (como eu) gosta dos DYS, Social Unrest, Los Olvidados, Zero Boys, Black Flag, Circle Jerks, Negative FX e por aí, aqui está uma banda cujo álbum devia ser obrigatório na colecção.

Contam ainda só com um Split  (2001) com os Evil Idols (uma excelente banda de speed punk à Zeke também do Brasil), um LP/CD sem nome (2007), um EP (2007),  e uma entrada numa compilação brasileira (2010).

O impacto desta banda já chegou além-fronteiras, chegando mesmo à capa da mítica revista Maximum Rock'n'Roll em 2010.


Começaram a tocar juntos em 2000, oriundos dos escombros de uma banda de nome Claro Que Não, herdando o vocalista e baixista desta banda.

Pessoalmente, só conheço mesmo o álbum... que é uma descarga de energia do principio ao fim. Destaque para o grande tema "Não Quero Saber" (algures entre Circle Jerks e Minor Threat) e para "Pária" (hardcore de excelência à Negative FX).

Aguardo ansiosamente que chegue um segundo disco, pelo menos tão bom como o primeiro.

Para mais informações, podem consultar:

- O Myspace Oficial da Banda


- Blog "Contos do Underground"







Dois trechos de actuações ao vivo dos Estudantes, enérgicas e caóticas como podem ver

 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

The Jackoffs

Ora boas.

Hoje vou desenterrar um disco perdido do punk rock britânico com um toque português.

Falo dos Jackoffs. Já nem me lembrava desta banda até que, recentemente, pus as mãos no mini-CD deles que nunca tinha comprado.

Para quem não sabe ou não se lembra, os Jackoffs juntavam o Biff dos Varukers e dos Sick On The Bus ao Nuno, antigo membro dos Porcos Sujos e ao Adam, antigo membro de uma das formações seminais dos Klingonz (salvo erro). Na bateria, chegou a tocar o Jamie dos UK Subs, entre outros.

Que eu saiba só têm mesmo este mini-CD (High Friends In Low Places).


Este CD acima de tudo é um speed-punk rápido e agressivo... uma mistura de Zeke, Dwarves, Motorhead e uma pitada de UK'82 com todos os condimentos necessários a uma boa banda.

São só 5 malhas, todas na mesma linha... todas a abrir.

Vale a pena relembrar esta (boa) banda. Pelo menos a mim soube-me bem por o Cd a tocar na aparelhagem e rockar como antigamente.

Falta acrescentar que este CD viu a luz do dia em 2005.

Entretanto a banda acabou e nunca mais fizeram mais nada.

Mas imagino o caos que seriam estes concertos.

Podem ouvir algumas malhas no Myspace da banda. Enjoy!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Idols - Jerry Nolan e Arthur "Killer" Kane depois dos New York Dolls


Desengane-se que depois dos New York Dolls só o Syl Sylvain com os seus Criminals e o Johnny Thunders (com o Jerry Nolan ao seu lado) nos Heartbreakers é que conseguiram bons registos musicais.

Descobri há pouco tempo esta verdadeira pérola em formato 7 polegadas. Juntos estão Arthur Kane (Baxista) e Jerry Nolan (baterista), ambos ex-NY Dolls, a fazer punk rock'n'roll de grande qualidade.

As duas músicas que compõem este single seguem a mesma linha... parecem saídas directamente do "LAMF" dos Heartbreakers... Punk-Rock com muito Rock'n'Roll, com o baixo constantemente a deambular em escalas, a bateria directa e certinha e as guitarras em duelos constantes sempre no vermelho e bem estridentes.

No lado A temos "You", o tema mais forte do single, Heartbreakers puro! No lado B temos "Girl That I Love", um tema mais na linha dos Dolls, mas igualmente forte (faz lembrar o riff da "Looking For a Kiss").

O single encontra-se pela net com alguma dificuldade. Na ultima pesquisa que fiz, descobri-o aqui.

Resta acrescentar que as duas guitarras são ocupadas por Steve Dior e Barry Jones, os dois de Londres. De notar que, por esta altura (1977), os Heartbreakers estavam radicados em Inglaterra.

Estes dois guitarristas tinham tocado juntos num projecto de nome "Quickspurts" (diz-se que Keith Levene, depois dos Clash e antes dos PIL também lá tocou) e mais tarde fizeram os London Cowboys.

Quando os Quickspurts acabaram, Barry Jones fez uma tournée com The Boys. Já Steve Dior tinha uma irmã que namorava com... Jerry Nolan. Foi assim que surgiu esta banda. Nolan estava para sair dos Heartbreakers e a dupla de guitarras convidou-o para a bateria. E este aceitou.

Para o baixo entrou o antigo baixista dos Chelsea, Simon.

Foi este quarteto que iniciou os Idols (que chegaram a ser a banda de suporte do Sid Vicious). Foi com esta formação, que gravaram uma demo (que adorava ouvir!!).

Entretanto mudaram-se para Nova Iorque e o baixista Simon adoece e Jerry Nolan convida para o seu lugar Arthur "Killer" Kane.

É com esta formação que gravam o único registo oficial da banda, o referido single em 1979.

Seguiram-se vários concertos por NY e pela California e pouco depois a banda acaba (Walter Lure, dos Heartbreakers, chegou a tocar também nos Idols).


Quanto ao single, podem obter mais informações sobre ele, neste blog.


De referir que as duas músicas dos Idols entram na compilação Sons Of The Dolls, que para além dos Criminals (de Sylvain Sylvain), Killer Kane Band e dos Idols, tem também os Corpse Grinders (excelente single e 1º LP!!!) que contavam com Rick Rivets e Arthur Kane (ex- Dolls).



quarta-feira, 13 de julho de 2011

Zero Boys

Por falar na tour europeia em Outubro dos Gang Green.... quem está actualmente na Europa a dar concertos (Alemanha) são os lendários Zero Boys.

Hoje mesmo tocam na emblemática sala de Berlim, Wild At Heart (para mim, o CBGB's da Europa). Deverá ser um concerto mítico!!! O sítio é pequeno, vai estar à pinha e certamente os Zero Boys não vão deixar os seus créditos por mãos alheias.

Amanhã tocam no Excelente festival Back To Future, também em terras germânicas.

Dois dos temas que certamente não irão faltar nos concertos dos Zero Boys serão os clássicos "Vicious Circle" e "Amphetamine Adiction".

Gang Green em tournée Europeia

A partir de 30 de Setembro e até 15 de Outubro, a clássica banda de punk/hardcore de Boston, os Gang Green, vão andar em tour pela Europa.

Obviamente não vão passar por Portugal... vão andar pela Alemanha, Áustria, República Checa, Dinamarca, Bélgica, França e, claro... Espanha.



Serão 3 datas em Espanha:

12.10. Andoain – Squad (Spain)
13.10. Madrid – Gruta 77 (Spain)
15.10. Badalona – Estraperlo Club (Spain)

Diz quem os tem visto recentemente que continuam em grande forma!

O clássico "Alcohol" será, naturalmente, um dos temas mais aguardados dos concertos desta já mítica banda.




Tournée organizada pela MAD Tourbooking
Site oficial dos Gang Green
Facebook oficial dos Gang Green
Myspace oficial dos Gang Green

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Wurzel (1949 - 2011)


Mais um que se foi...
Neste sábado, devido a problemas cardíacos, Michael Burst, conhecido no mundo do Rock'n'Roll por Wurzel, faleceu, aos 61 anos.

Obviamente vai ficar sempre marcado pelo trabalho realizado nos Motörhead.

Gravou álbuns emblemáticos da banda nos anos 80... Rock'n'Roll, Orgasmatron, 1916, March Or Die, Bastards e Sacrifice estão no currículo deste guitarrista, para os quais ajudou na composição.

Que descanse em paz...

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Atentado - o 1º albúm

Já tem data de lançamento o 1º trabalho dos Atentado, banda que nasceu das cinzas dos extintos Atrofiados em 1992.

Entretanto, quase 20 anos depois surgem com um line-up renovado (onde apenas o baixista Pedro Do Vale se mantém da formação original) e com um som poderoso e impressionante

Contam com rapaziada que já arranhou em bandas como Twenty Inch Burial, Subcaos, We Are The Damned, entre outras e deram já alguns concertos bastante fortes (diz quem viu, o que não foi o meu caso).

O 1º álbum desta banda vai sair pela Raging Planet Records na famigerada data de 11 de Setembro deste ano e vai-se chamar "Paradox". Vão ser 14 músicas que oscilam entre originais compostos pela actual formação e temas "reciclados" da maquete dos Atrofiados. O line up do CD vai ser:

1 - Towers Of Disgust
2 - Dust
3 - Victimized
4 - Sea Of Confusion
5 - Iatrogenocide
6 - Corrosive
7 - Downfall
8 - No Glory
9 - Tragic Kingdom
10 - Minus One
11 - Dogma Destroyer
12 - Burn Hollywood Burn
13 - The Dark
14 - Paradox
Para além destes temas vão haver 2 bonus tracks que não entram na edição em CD (o que deve querer dizer que também vai sair em vinil) que são uma cover dos Midnight Oil da Australia (o mega-hit Beds Are Burning) e Absolutism.

Enquanto não sai o disco, podem ir ouvindo os temas que estão disponibilizados no facebook da banda.

Halloween - A Noite dos Mortos Vivos

Ora, parece que é oficial e já tem data o regresso dos Corrosão Caótica aos palcos.

Vai ser no Music Box na noite de 31 de Outubro.

O cartaz em baixo é provisório e foi retirado do facebook oficial da banda. Assim que houver mais novidades acerca deste evento vai ser anunciado aqui.

Toyota Playboy, Legion Of The Sadists, Mata-Ratos, The Parkinsons e Marky Ramone

Nos últimos tempos isto tem sido pródigo e abundante em concertos.

Guardei os últimos 3 concertos para fazer uma review só. Ora então cá vai:

Toyota Playboy – Ora começamos muito bem, com uma grande surpresa. Não sei que raio de associação de ideias me levou a pensar que esta banda era mais uma da lista do “rockabilly tão aborrecido que nem dá vontade de ver”... ora pois que me enganei. Bastaram duas ou três músicas para me fazerem levantar os ouvido e, depois, ir lá para a frente abanar a cabeça e levantar o copo. Energia, garra e alguma loucura (da saudável... pelo menos, no nosso mundo é saudável) são os ingredientes desta banda. As influências não sei quais são, mas soa claramente a Gun Club com mais distorção com pitadas de Cramps e algum punk-rock mais “garageiro”. Admito que me surpreenderam e espero vê-los em breve, em Lisboa ou noutro lado qualquer. Mas fiquei realmente com vontade de os ver novamente. Até sei que banda ia muito bem com esta... a ultima que me surpreendeu nesta área chama-se Alto!

Legion Of The Sadists – Por onde começar? Gostei, claro que gostei. Ouvi temas que adoro, re-vi amigos de longa data, passei um bom bocado... mas esta banda já não é a mesma coisa. Ganharam em qualidade de execução, a segunda guitarra dá outra energia e o baterista é mais completo e capaz. Há temas que ganham realmente muito com esta nova formação. Provavelmente devia ter começado por explicar que o vocalista nestes dois concertos (Coimbra e Loulé) não foi nem o Cobretti, nem o Poli... foi o membro original Smash Sadist.

Mas por outro lado, há qualquer coisa ali de diferente... parece-me que a coesão não é a mesma e a “mística” também se perdeu um pouco. Aquela energia genuína que saía dos 4 elementos originais, não sei porque motivo, perdeu-se um pouco e isso empobrece os concertos, onde esta banda sempre foi aterradora (no bom sentido).

Portanto... sim, ganha-se em qualidade musical, mas perde-se na selvajaria e atitude. Ainda assim, brilhantes as interpretações, especialmente, de “Vidas Sujas”, “No Sports, Just Whiskey”, “No Tomorrow” e o melhor tema do concerto... “Nazty Venus”. Tou ansioso por pôr as mãos no 2º álbum dos Sadists!!

Fotos por Joana Oliveira
 
Mata Ratos – Surpreendido! Foi assim que fiquei. O alinhamento foi muito bem escolhido e a banda pareceu que tinha uma energia extra que me deixou mesmo muito contente. Começaram logo com o “Ratos” (um dos melhores temas dos Mata-Ratos!) e seguiram-se muitos outros clássicos... “Eu Tenho um Pobre”, “Amor Eterno”, “Leis de Merda”, “Xupaki” (tema que fechou com chave de ouro o concerto) e aquele que foi para mim o melhor momento do concerto: “Outra Rodada”. Só achei que em certos momentos uma segunda guitarra seria muito útil e traria uma maior energia a uma banda que dispensa qualquer tipo de elogios. Excelente!

 Fotos por Joana Oliveira 

 The Parkinsons – Nostalgia pura. Este concerto fez-me recuar vários anos no tempo. Tal como há 9 ou 10 anos, no 1º concerto em Lisboa que deram, começaram com “Too Many Shut Ups” e a partir daí foi a descarga de energia que estes 4 nos habituaram. O setlist foi muito bem escolhido, todos os bons temas estavam lá (e ainda se conseguia arranjar mais uns quantos) e os Parkinsons deram-nos um bom momento de punk rock à Clash, Damned ou Stiff Little Fingers. “Angel In The Dark”, “Reason To Resist”, “Underclass”, “Heroes and Charmers”, “Bedsit City”, “Nothing To Lose”, “Bad Girl” e por aí fora fizeram a Caixa Económica Operária vir abaixo num excelente concerto de punk rock. É pena este tipo de eventos pecarem por escassos. Depois veio o encore com “Primitive” (a melhor música dos Parkinsons!), “New Wave” e “Scientists”, que foi o culminar brilhante de uma noite para mais tarde recordar.

Os Parkinsons são daquelas bandas que conseguem agarrar o público do princípio ao fim. A energia que têm, as boas músicas que tocam e o carisma que conseguem transmitir, faz deles um caso ímpar e singular no punk rock nacional. Que me lembre, nenhuma banda portuguesa (ou 75% portuguesa) a cantar em inglês se conseguiu impôr de uma forma sequer parecida... Ajuda o facto do Victor Torpedo ser um guitarrista que faz lembrar a cada movimento o Mick Jones... Ajuda o facto do Afonso ser um dos 3 melhores front-men portugueses, com tiques de Stiv Bators ou Iggy Pop... ajuda certamente as músicas serem boas, orelhudas e bem tocadas.

E pronto, assim me meteram mais 2 ou 3 dias a re-ouvir os cd's que tenho dos Parkinsons. Obviamente que o concerto não foi tão bom como das outras vezes que os vi... mas é natural que uma banda que se reúne não esteja tão oleada como uma banda que esteja embalada por dezenas ou centenas de concertos e ensaios. Mas foi um concerto do caralho!

 Fotos por Joana Oliveira 

Marky Ramone's Blitzkrieg – Se Mata-Ratos e os Toyota Playboy surpreenderam pela positiva... este concerto do Marky foi decepcionante. Achei o Marky um tanto ao quanto preso de movimentos, mais em baixo que das outras duas vezes que o vi. A banda suporte também era mais fraca que as anteriores. Ok, tal como conversava no final do concerto... o facto de ser o Michale Graves a cantar fez-me elevar um pouco as expectativas. Mas achei um tanto ao quanto despropositado este tentar colar a voz à do Joey. E foi também despropositado e aborrecido (para ser amigo) o set a solo do Michale a interpretar só à guitarra temas da fase mais recente de Misfits (Fiend Club, Descending Angel e Scream).

 Fotos por Joana Oliveira  

Quanto ao concerto em si... foi sempre a partir do princípio ao fim... Rockaway Beach, Teenage Lobotomy, Psycho Terapy, Do You Wanna Dance, Havana Affair, Pet Semetary, Beat On The Brat, She's The One, Chinese Rocks e por aí fora fizeram as delícias da audiência (bastante jovem!) e puseram a rapaziada toda a cantar, naturalmente.

Os grandes destaques da noite, para mim, foram a versão dos Motörhead (“R.A.M.O.N.E.S.”) e uma versão realmente boa da “Poison Heart”.

Terminaram a primeira parte do concerto com o clássico “Pinhead”, com a rapaziada toda a berrar “Gabba Gabba Hey” com todos os pulmões. Depois veio o tal “set de Michale Graves a solo” que já falei em cima.

Finalmente, concluíram a actuação com “Dig Up Her Bones” (Misfits), “Have You Ever Seen The Rain” (Creedence Clearwater Revival, também versionada pelos Ramones no seu album de covers – Acid Eaters), “Wonderful World” (Louis Armstrong, também versionada pelo falecido Joey Ramone no seu album a solo – Don't Worry About Me) e, claro, “Blitzkrieg Bop” a terminar.

Foi uma hora e tal divertida, sem dúvida, a ouvir temas da banda que mais me marcou e que continuo a considerar a melhor banda de sempre. Obviamente que foi um bom concerto... mas de um Rock'n'Roll Hall Of Famer espera-se mais (muito mais) do que tocar ad eternum músicas escritas pelos seus companheiros (já falecidos, note-se). Especialmente quando o mesmo Marky Ramone (ou Marc Bell) tocou em Dust, Richard Hell and the Voidods e tem albúns com os Speedkings e outras bandas de suporte.

Mas como diz um amigo meu... se ele andasse a tocar as coisas dele ao vivo... tocava para 100 pessoas se tanto.

 Fotos por Joana Oliveira 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

The Vindictives - discografia para sacar

Quem se lembra das bandas da Lookout Records nos anos 90, certamente se lembra dos Vindictives.

Na sua formação original tinham o Ben Weasel (dos Screeching Weasel e autor de uma coluna da Maximum Rocknroll - recentemente viu todos os membros dos Screeching saírem por este ter agredido uma mulher em pleno concerto) e disponibilizam agora a sua discografia para que a malta possa fazer o download gratuito e legal.

Podem aceder ao site oficial da banda aqui e podem sacar os albúns todos aqui.

Para quem quer passar uns dias a ouvir pop-punk à Ramones/Queers, aqui está um bom pretexto para o fazer através de uma das bandas underground mais conhecidas por o fazerem.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Manraze - Paul Cooke e Phil Collen juntos de novo

Ora... em 1995, Steve Jones, dos Sex Pistols, juntou-se a Duff McKagan (Guns'n'Roses), Matt Sorum (Guns e The Cult) e a John Taylor (Duran Duran) e criou os Neurotic Outsiders.

Lançaram um disco (homónimo) que é uma bem conseguida mistura entre Sex Pistols (da fase Silly Thing), Guns'n'Roses (mais punk, da fase do Apettite For Destruction), Social Distortion e restantes bandas californianas dos 80s nesta onda mais roqueira.


Vídeo de "Jerk" dos Neurotic Outsiders; O oficial pode ser visto aqui

Ora, companheiro de longa data do Steve Jones (Sex Pistols, Professionals e inúmeros outros projectos), o Paul Cook não lhe quis ficar atrás e fundou, algures em 2004, uma banda chamada Manraze, juntamente com Phil Collen, guitarrista dos Def Leppard. Para o baixo, recrutaram Simon Laffy que foi companheiro de Collen nos Girl (uma excelente banda de rock americano - 1979/83 - que viria a estar na base de Def Leppard).

Os Manraze são assim um power-trio que iniciaram os seus concertos em 2005 e estiveram especialmente activos em 2009, entrando em tournée com Alice Cooper.

Entretanto, em 2008 lançaram um albúm, de nome "Surreal". Desse disco, saiu o single "Turn It Up":



O som da banda situa-se num rock alternativo, com visíveis toques punk e também uma faceta mais "radio-friendly" vinda do hard-rock. O som tem semelhanças óbvias com os Neurotic Outsiders, mas com menos agressividade e "raiva".

Preparam-se agora para lançar um novo disco, de nome "PUNKFUNKROOTSROCK"que pode ser encomendado através do site oficial da banda.

Só por curiosidade, o Glen Matlock também tem a sua banda, os Philistines e soam a Power-Pop/Punk/New Wave... enquanto o John Lydon reconstituiu os PIL (Public Image Ltd).


Glen Matlock & The Philistines


Os PIL em 2010

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Legion Of The Sadists - Concerto no Algarve

Para quem me conhece, não é novidade. Os Sadists eram a minha banda punk rock preferida em Portugal quando era um quarteto. Smash, Crash, Flesh e Stash era uma formação que tinha algumas limitações, mas que resultava.



Fizeram um upgrade na bateria e arranjaram um segundo guitarrista competente... a banda ficou mais forte em termos de execução, mas a meu ver perdeu um pouco a nível de, chamemos-lhe, mística.

Saí de Lisboa no Verão passado para ir ver esta nova formação ao festival Brenha a Arder e foi esta a sensação com que fiquei. Mas dei o benefício da dúvida...

Agora apareceram mais duas datas... quando li que ia ser com um terceiro vocalista que não o FJ Dias e o Marion Cobretti pensei que não valia a pena mesmo voltar a fazer quilómetros para os ver.

Mas quando vi as fotos do concerto de Coimbra e percebi que estava de volta a figura de proa desta banda na voz percebi logo que não podia perder o concerto do Algarve, onde tudo começou há uns anos atrás.

Por isso, amanhã cá vou eu fazer mais uns quantos quilómetros com a mala às costas, dormir na pensão e acordar com uma ressaca infernal e fazer o caminho de regresso pra Lisboa com um olho aberto e outro fechado e uma dor de cabeça enorme só com um propósito... ver uma das poucas bandas que me interessam em Portugal.

Porque o underground é isto... é correr o país, rever velhos amigos, soar a camisola, estragar a saúde, só para estar lá à frente de punho erguido a cantar as músicas que ouvimos há anos nos concertos.

E os Sadists foram os reis do Underground e acredito que no Algarve, a jogar em "casa", vão recuperar o título outrora perdido.

Por fim, resta acrescentar que o concerto é no Bafo de Baco, na sexta-feira (27 de Maio de 2011) por volta das 22H00 (espero que com atrasos porque a viagem de Lisboa é longa e há que jantar um bom bife porque o Algarve tem Jagermeister e Southern Confort em abundância).

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Os descendentes dos Ramones - parte I

Durante anos foram várias as bandas que foram, de uma forma mais ou menos bem conseguida, tentando copiar a formula de sucesso dos Ramones. Quase todas sem sucesso.

Da Escandinávia saíram os Hymans, dos Estados Unidos os Queers e os Screeching Weasel e por aí fora.

No entanto, desde meados de 2000 (circa 2005) tenho reparado num número crescente de bandas que conseguem captar bem a essência "Ramónica" e fazer bons discos de rock com grandes influências de Ramones, mas que conseguem passar para lá dessa barreira, coisa que os supracitados antecessores não conseguiram.

Uma delas era italiana e chegou a tocar em Portugal. Eram os Cummies. Pop-punk com influências Killed By Death. Falo destes primeiro porque os vi ao vivo e conversei com o vocalista e mentor da banda. Ao vivo, metade do set era covers (The Kids, Circle Jerks, Vibrators e duas de... Ramones). Em estúdio, o som era um pop-punk com guitarras à Ramones, saltitante e 'catchy'.

No entanto, os "reis" neste tipo de som vêm da América e chamam-se The Briefs. Já contam com uma mão cheia de singles (destaque para o clássico "Poor and Weird") e 4 álbuns de originais, uma compilação com os singles e um DVD com a história da banda e com um Cd ao vivo como bónus. Assinaram com a Better Youth Organization (BYO), companhia discográfica do vocalista dos Youth Brigade. O som é claramente influenciado pelos Ramones, mas a veia KBD é óbvia, como se pode perceber pela cover da "Dead In The Suburbs" da clássica banda dos anos 70, Los Reactors.



Outra banda com algum nome dentro deste género são os Clorox Girls. Ao contrário do que o nome indica são 3 homens a fazerem punk rock e do bom. O nome da banda vem de uma música dos Redd Kross e as suas influências são claramente o punk americano. Para além dos Ramones (claro...), também se percebem influências dos Angry Samoans, Adolescents, e dos Dickies. Também são da BYO e contam já com 3 LP's a rodar no mercado.



Há relativamente pouco tempo fui também apresentado aos Mean Jeans. É a banda que menos conheço de todas estas. Mas conheço o suficiente para dizer que são realmente bons. São orelhudos, eficazes e, acima de tudo, fazem punk rock bom. A fórmula é simples... Ramones meets the Dickies.



Termino esta lista de bandas com aquela que, pessoalmente, mais gosto. Pensava que tinham acabado (e acabaram) mas percebi que estão para voltar aos concertos e, espero, às gravações. Falo dos Sleazies. De todas estas são claramente a banda mais agressiva, mais in your face. Têm um LP (Trite Ditties And Meaningless Crap) e um Single (Gonna Operate On Myself) e recomendo vivamente que procurem isto. O álbum saiu pela Pelado Records da Califórnia e é bom, muito bom. Nota-se as influências dos Ramones, Dickies, Angry Samoans e The Gears, mas vai para além disso... tem um toque do punk inglês que os faz diferentes.



Em breve mais bandas deste género que agora aparecem que nem cogumelos...

Adolescents na Europa

Para os fãs do punk americano (como eu), vai andar em Junho e Julho uma das mais clássicas bandas das terras do Tio Sam em tournée pela europa. Falo dos Adolescents!

A história desta banda é confusa, com muitas entradas e saídas de elementos.

Há uma boa foto a explicar isso tudo:


Vêm de Orange County e são das bandas mais importantes da cena californiana dos anos 70 e 80.

As datas podem ser vistas no site oficial da banda.

O mais perto que se aproximam de Portugal é a 23 de Junho, em Espanha, em Girona. Chamo a atenção para o facto de actuarem na Alemanha no festival With Full Force, que tem sempre um cartaz muito forte. Este ano, o cartaz está mais virado para o Hardcore (Hatebreed, Agnostic Front, Blood For Blood...), mas também conta com os Kreator, Volbeat, Mad Sin, os Moonspell, Peter Pan Speedrock, Spermbirds, Casualties ou US Bombs.

Esta tournée europeia vem para promover o album que ainda está por sair, de nome "The Fastest Kid Alive".

terça-feira, 17 de maio de 2011

Dave Goodman e Business Unusual

Em 1978 a famosa editora Cherry Red Records editou um 12 polegadas que compilava várias bandas do movimento punk/new wave que explodia um pouco por toda a grã-bertanha na altura.

Os Pistols já tinham feito sucesso com o seu clássico "Nevermind The Bollocks", os Damned já tinham dois discos nas ruas, os Clash também já tinham atingido algum sucesso e o punk britânico preparava-se para ser mais um movimento musical "engolido" pelas grandes editoras.



No entanto, editoras como a Cherry Red e outras continuavam a mostrar certas "pérolas perdidas" ou não tão conhecidas do grande público.

Este LP tinha 14 músicas, a saber:

UK Subs - C.I.D.
Leyton Buzzards - 19 And Mad
The Outcasts - Just Another Teenage Rebel
Dave Goodman & Friends - Justifiable Homicide
The Outsiders - Consequences
The Record Players - M.O.R.
Vice Creems - 01-01-212
The Dole - New Wave Love
The Tights - China's Eternal
Skunks - Good From The Bad
Thomas Leer - Private Plane
Robert Rental - A.C.C.
Throbbing Gristle - United
Cabaret Voltaire - Do The Mussolini

Este LP consegue-se dividir claramente em dois discos distintos... o lado A claramente mais punk rock clássico. Tinha os UK Subs, os Outsiders, os Outcasts e, especialmente, o Dave Goodman (já lá vamos...). O Lado B era mais post-punk e new wave. Destaque para o grande tema dos Dole, o agora clássico "New Wave Love".



Tenho este disco há vários anos e há outros tantos que não o oiço... até ontem.

Fui comprar discos ao spot habitual e entre vários singles/ep's que entraram directamente para a colecção veio uma pérola incluída nesta compilação... o single do Dave Goodman com os seus "amigos"... "Justifiable Homicide".

Quem ouve o single pensa "isto soa-me a qualquer coisa familiar"... sim, é natural... porque na guitarra temos um tal de Steve Jones e na bateria um tal de Paul Cook. Este single parece a fase final de Pistols (Silly Thing, Lonely Boy), ou Professionals, mas mais glam, com toques à Mott The Hoople ou New York Dolls.




O Lado B, "Take Down Your Fences", segue na mesma linha.

Este single é um "must-have" para fãs de Pistols e/ou Professionals.

Eu sei que tenho um grande disco em casa e valeu cada cêntimo que custou!

Corrosão Caótica

Parece que é desta... 17 anos depois, os Corrosão Caótica voltam a ensaiar para um concerto único de reunião para quem viu recordar e para quem não viu poder ver.

A informação foi retirada do facebook oficial da banda e podemos ler que a formação vai ser a clássica:

Piranha na voz;
João Corrosão na guitarra;
Miguel "Zé Gato" no baixo;
Rui na bateria.

Esta é uma boa notícia para o underground nacional que pode voltar a ver, uma e uma só vez, uma das suas mais emblemáticas bandas e uma daquelas que maior voz lhe deu.

O site Sinfonias de Aço disponibiliza um concerto em 1993 da banda. Basta ir ao menu principal, clicar em "Memória Ao Vivo" e escolher os Corrosão Caótica (aquando deste post, são a última banda da lista).

http://www.myspace.com/corrosaolx

quarta-feira, 11 de maio de 2011

OFF! - Finalmente a review



Chegou-me finalmente às mãos a caixa com os 4 primeiros EP's dos OFF!

Ora, a primeira novidade vem logo no autocolante promocional que vem no plástico. Não sabia, mas para além do Keith Morris, os OFF contam também com o baixista dos Redd Kross (Steven McDonald), com o baterista dos Rocket From The Crypt (Mario Rubalcaba) e com o guitarrista dos Burning Bridges (Dimitri Coats).



Depois, para além dos quatro 7 polegadas, vem também um código para sacar os MP3 destas mesmas 16 músicas.

Também temos direito a um livrinho com algumas letras e ilustrações.

E depois, finalmente, os quatro pedaços de vinil que foram directamente para o gira-discos.

O primeiro EP é o mais "estranho"... a bateria muito colada aos riffs e não tão solta como seria de esperar. Nota-se muito as influências dos primeiros trabalhos de Black Flag.

Os outros 3 EP's são diferentes... com imensa dinâmica deambulam entre o hardcore típico da SST (Black Flag, B'Last e assim) e o punk rock mais agressivo de uns Angry Samoans ou dos próprios Redd Kross (da fase inicial).

Nota-se claramente que estamos perante uma banda punk hardcore californiana.

Não é nenhuma novidade, é um reciclar do que já foi feito antes, mas é realmente refrescante por um vinil feito no século XXI a tocar no prato e soar a isto.

De salientar, como já se esperava, que isto tá tudo tocado na batata, com um baterista realmente bom e com vocalizações muito muito boas!!

Falta acrescentar que a edição em Cd é em digipack, traz o mesmo livrinho mas em versão mais pequena.

Fãs de Circle Jerks, Black Flag, B'last, Excel, Lewd e Zero Boys têm aqui uma banda que não vos vai desiludir.

Hellxis Fest com Murphy's Law

Sexta-feira, 13 de Maio, chegam a Fátima milhares de peregrinos comemorar a aparição da Nossa Senhora aos 3 pastorinhos na Cova da Iria.

Nesse mesmo dia, em Almada (Cacilhas), vai-se dar um grande festival de Hardcore / Punk. Visitam Portugal os veteranos Murphy's Law e são acompanhados por Mata-Ratos, Grankapo, Decreto 77 e Campo Minado, que vão dar um concerto único, depois da despedida. São estes os nomes deste ano para o Hellxis Fest, organizado pela promotora Hellxis.



O cartaz é muito bom... Murphy's Law têm uma discografia que fala por si (porra, têm um álbum que eu adoro, street punk com toques hardcore que é uma coisa excelente... "Party's Over).

Depois é sempre uma excelente oportunidade para ver os clássicos Mata-Ratos que ainda andam aí para dar e vender. São sempre intensos ao vivo e dão sempre (muito) bons concertos.

Grankapo e Decreto 77 já toda a gente os conhece, boas bandas dentro do campeonato onde se inserem.

Por fim, os Campo Minado, voltam numa só noite para partir tudo (assim espero).

Bora lá rapaziada, que é raro haver concertos destes cá em Portugal.