quarta-feira, 11 de maio de 2011
Buzzcocks em Espanha
Bem, depois de terem visitado Portugal no longínquo ano de 1993 (1ª parte dos Nirvana), os Buzzcocks voltam em 2011 a Espanha.
São duas datas em Setembro (dias 2 e 3, sexta e sábado). A primeira, dia 2, é em Santander.
Dia 3 é em Benidorm.
É mesmo aqui ao lado. Obviamente que param em Espanha e as datas não vão passar por Portugal, por isso é uma excelente oportunidade para ver uma banda que, diz quem já presenciou, continuam ainda hoje a dar concertos memoráveis.
Mais info no site oficial dos Buzzcocks.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
The Parkinsons
Já toda a gente sabe, mas eu não podia deixar de largar os meus 2 cêntimos sobre os Parkinsons.
Corria o ano de 2001 (ou 2000 não me lembro bem), quando surgiu cá por Portugal a notícia que a banda do Vitinho e do Chau dos Tédio Boys, que agora estavam radicados em Londres, estava a fazer furor no país da rainha.
Foram várias vezes comparados aos Sex Pistols, pareciam a "next big thing" e gerou-se um enorme aparato em torno deles. Chegavam cá notícias de concertos selváticos, sempre a abrir e com nudez incluída (masculina, o que lhe retirava toda a piada).
Eu, na altura, perguntava-me, "porra... mas o punk não devia ser todo assim?". E realmente na Europa não era comum aparecerem bandas assim, com esta atitude tão "in your face" de quem se está a cagar.
Só faltava o mais importante... ouvir qualquer coisa da nova banda sensação portuguesa (3 elementos portugueses e um inglês, ou escocês ou lá o que era).
E com grande pressão das editoras, managers ou seja lá de quem for... lá apareceu a versão da "Bad Girl" ao vivo.
Ok, era gira a música, mas nada de especial.
Depois apareceu o tal mini-cd... 6 ou 8 músicas (não me lembro bem) e mal apareceu comprei-o logo. Porra... grande surpresa! Aquela merda era mesmo boa!! Começava com a Primitive (aquela intro de guitarra à Clash... arrgghh!!!) e depois era um desfilar de clássicos entre uns Dead Boys e uns Damned.
Estava completamente convencido. "Estes gajos são mesmo bons".
Depois, pouco depois, veio o primeiro concerto em Lisboa. Foi no Paradise Garage, com os No-Counts DOM (RIP) a abrirem.
E não defraudaram... bom do princípio ao fim... Apresentaram na altura uma música nova, cujo refrão era "Streets of london! Streets of london!". Tinha sido a minha preferida no concerto todo... Era a Bedsit City (do EP Streets Of London, que me chegou às mãos pouco depois).
Corria o ano de 2001 (ou 2000 não me lembro bem), quando surgiu cá por Portugal a notícia que a banda do Vitinho e do Chau dos Tédio Boys, que agora estavam radicados em Londres, estava a fazer furor no país da rainha.
Foram várias vezes comparados aos Sex Pistols, pareciam a "next big thing" e gerou-se um enorme aparato em torno deles. Chegavam cá notícias de concertos selváticos, sempre a abrir e com nudez incluída (masculina, o que lhe retirava toda a piada).
Eu, na altura, perguntava-me, "porra... mas o punk não devia ser todo assim?". E realmente na Europa não era comum aparecerem bandas assim, com esta atitude tão "in your face" de quem se está a cagar.
Só faltava o mais importante... ouvir qualquer coisa da nova banda sensação portuguesa (3 elementos portugueses e um inglês, ou escocês ou lá o que era).
E com grande pressão das editoras, managers ou seja lá de quem for... lá apareceu a versão da "Bad Girl" ao vivo.
Ok, era gira a música, mas nada de especial.
Vídeo para a música "Bad Girl"
Depois apareceu o tal mini-cd... 6 ou 8 músicas (não me lembro bem) e mal apareceu comprei-o logo. Porra... grande surpresa! Aquela merda era mesmo boa!! Começava com a Primitive (aquela intro de guitarra à Clash... arrgghh!!!) e depois era um desfilar de clássicos entre uns Dead Boys e uns Damned.
Estava completamente convencido. "Estes gajos são mesmo bons".
Depois, pouco depois, veio o primeiro concerto em Lisboa. Foi no Paradise Garage, com os No-Counts DOM (RIP) a abrirem.
E não defraudaram... bom do princípio ao fim... Apresentaram na altura uma música nova, cujo refrão era "Streets of london! Streets of london!". Tinha sido a minha preferida no concerto todo... Era a Bedsit City (do EP Streets Of London, que me chegou às mãos pouco depois).
Vídeo para a Bedsit City
Nessa altura veio um hiato em termos de gravação... sensivelmente dois anos até sair qualquer coisa... Entretanto, deram-se várias passagens por cá... Gostava de destacar o concerto no Barreiro (Barreiro Rocks)... a sala foi pequena demais para tanta gente e as grades na linha da frente caíram ao fim de duas músicas.
Este concerto do Barreiro foi ainda melhor que o outro de Lisboa.
Também passaram por um festival lá por cima (não me lembro se Paredes de Coura ou Vilar de Mouros ou o do Ermal) e pela Caixa Económica Operária (onde os vi pela terceira vez). Isto tudo ainda com o Afonso na voz.
Depois saiu o Afonso e a banda fica reduzida a um power-trio até acabar, com o Victor a assumir as vozes e a guitarra simultaneamente.
Ainda gravaram algumas coisas neste período. Está tudo (acho eu) reunido num cd que saiu pela Rastilho (de seu nome “Down with the Old World”). O som estava mais elaborado, mais à Clash, com uns toques glam aqui e ali (à New York Dolls, leia-se). Continuava bom.
Acho que em 2005 acabaram e acabava uma das melhores bandas punk rock que Portugal alguma vez teve.
E agora voltaram! Os motivos não sei nem me interessa, provavelmente prefiro nem os saber... nunca concordei muito com esta história das bandas acabarem, voltarem, acabarem, voltarem... mas obviamente que vou estar presente na Caixa Económica Operária, provavelmente na 1ª fila, a gritar as músicas que passavam vezes sem conta no meu leitor de cd's quase há 10 anos atrás.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Club Sin
Boa tarde...
Para os mais distraídos, há relativamente pouco tempo Lisboa viu a estreia de uma nova banda, os Club Sin.
Esta banda conta com Jorge Bruto (Capitão Fantasma, Bruto and The Cannibals) na voz, desta vez acompanhado por Luís Gago (Guitarra), Hugo de Abreu (Teclados) e Leonor Machado (Baixo).
A estreia deu-se no Berlin, no Bairro Alto. Conta quem viu que foi um concerto intenso de rock'n'roll. Do que me foi possível ouvir pelos vídeos já disponibilizados no youtube, parece-me uma banda coesa de rock (mais garageiro), com toques de post-punk... algures entre uns Stranglers e uns Electric Prunes.
A verdade é que não consegui ir ao concerto e perdi a estreia da banda, por isso não estou actualmente capacitado para opinar sobre eles...
No entanto, este post serve mais para alertar que a banda actualmente está sem baterista e estão à procura de quem assuma as baquetas.
Sinceramente espero que encontrem rapidamente alguém à altura, porque a minha curiosidade para com esta banda é imensa...
Fica o link do facebook oficial da banda relacionado com a busca de um novo "drummer from hell".
Para os mais distraídos, há relativamente pouco tempo Lisboa viu a estreia de uma nova banda, os Club Sin.
Esta banda conta com Jorge Bruto (Capitão Fantasma, Bruto and The Cannibals) na voz, desta vez acompanhado por Luís Gago (Guitarra), Hugo de Abreu (Teclados) e Leonor Machado (Baixo).
A estreia deu-se no Berlin, no Bairro Alto. Conta quem viu que foi um concerto intenso de rock'n'roll. Do que me foi possível ouvir pelos vídeos já disponibilizados no youtube, parece-me uma banda coesa de rock (mais garageiro), com toques de post-punk... algures entre uns Stranglers e uns Electric Prunes.
A verdade é que não consegui ir ao concerto e perdi a estreia da banda, por isso não estou actualmente capacitado para opinar sobre eles...
No entanto, este post serve mais para alertar que a banda actualmente está sem baterista e estão à procura de quem assuma as baquetas.
Sinceramente espero que encontrem rapidamente alguém à altura, porque a minha curiosidade para com esta banda é imensa...
Fica o link do facebook oficial da banda relacionado com a busca de um novo "drummer from hell".
quarta-feira, 4 de maio de 2011
OFF! Keith Morris volta em grande!
Simples e directo... para mim o Keith Morris é o melhor vocalista de sempre no espectro punk/hardcore.
Desde o "Nervous Breakdown" dos Black Flag que tenho essa opinião... e nos Circle Jerks, quer no hardcore desenfreado do "Group Sex", como no punk da facada do "Wild In The Streets" e, especialmente, no rock do "Wonderful" confirmou os créditos.
Mais recentemente formou uma nova banda, os Off!
Ok, podem não ser nada de novo, pode ser mais do mesmo... mas foda-se!! Uma banda com o Keith Morris na voz a fazer punk/hardcore na linha dos Black Flag antigos e de Circle Jerks soa-me sempre bem!!
Já têm 4 ep's e já mendei vir a caixa com os 4 pedaços de vinil.
Ao todo são 16 malhas! Isto tudo por 18 Dolares (americanos) + portes. Podem comprar aqui.
Se quiserem, até porque é mais barato, também há a edição em cd.
Este é daqueles discos que nem é preciso chegar a casa e ouvir para saber do que se trata. Não são a melhor banda do Mundo, mas dão um tesão do catano ouvir!!
Site Oficial dos Off!
Myspace Oficial dos Off!
Desde o "Nervous Breakdown" dos Black Flag que tenho essa opinião... e nos Circle Jerks, quer no hardcore desenfreado do "Group Sex", como no punk da facada do "Wild In The Streets" e, especialmente, no rock do "Wonderful" confirmou os créditos.
Mais recentemente formou uma nova banda, os Off!
Ok, podem não ser nada de novo, pode ser mais do mesmo... mas foda-se!! Uma banda com o Keith Morris na voz a fazer punk/hardcore na linha dos Black Flag antigos e de Circle Jerks soa-me sempre bem!!
Já têm 4 ep's e já mendei vir a caixa com os 4 pedaços de vinil.
Ao todo são 16 malhas! Isto tudo por 18 Dolares (americanos) + portes. Podem comprar aqui.
Se quiserem, até porque é mais barato, também há a edição em cd.
Este é daqueles discos que nem é preciso chegar a casa e ouvir para saber do que se trata. Não são a melhor banda do Mundo, mas dão um tesão do catano ouvir!!
Site Oficial dos Off!
Myspace Oficial dos Off!
Social Distortion - Novo Vídeo
Agora num contexto não tão underground, vi ontem pela primeira vez o novo vídeo dos Social Distortion, "Machine Gun Blues".
Este é o primeiro single do mais recente álbum da banda clássica californiana. O disco saiu pela Epitaph. Eu admito, sou fã de longa data da banda do Mike Ness e ansiava (e muito) por este álbum.
Comprei, através do iTunes, no dia em que saíu, este tema, Machine Gun Blues, e esperava um álbum nesta linha...
Não podia estar mais enganado. O novo disco de Social D, "Hard Times and Nursery Rhymes" é um disco de rock americano tradicional, uma mescla do som Social Distortion post-1996 com Bruce Springsteen e Pearl Jam.
É um disco "radio friendly" com todos os clichés que andamos há anos a combater no underground.
O álbum, para mim foi uma desilusão... mas o single e o vídeo estão bastante interessantes.
Aqui está o dito cujo:
Este é o primeiro single do mais recente álbum da banda clássica californiana. O disco saiu pela Epitaph. Eu admito, sou fã de longa data da banda do Mike Ness e ansiava (e muito) por este álbum.
Comprei, através do iTunes, no dia em que saíu, este tema, Machine Gun Blues, e esperava um álbum nesta linha...
Não podia estar mais enganado. O novo disco de Social D, "Hard Times and Nursery Rhymes" é um disco de rock americano tradicional, uma mescla do som Social Distortion post-1996 com Bruce Springsteen e Pearl Jam.
É um disco "radio friendly" com todos os clichés que andamos há anos a combater no underground.
O álbum, para mim foi uma desilusão... mas o single e o vídeo estão bastante interessantes.
Aqui está o dito cujo:
O Rock Underground na Australia
Ora boas,
Normalmente quando se fala de punk rock ou garage, todos nós nos lembramos das grandes bandas de Inglaterra ou dos Estados Unidos... Quando falamos de um rock (seja punk, hardcore, garage, metal ou grunge) continuamos a pensar nas pérolas perdidas na América, em Inglaterra, ou mesmo na Europa (Belgica, França e Alemanha como reis).
Mas tendemos a ignorar a Australia...
No entanto, o rock australiano desde os anos 70 está cheio de grandes bandas que muitas vezes são esquecidas.
Desde as mais conhecidas como os Radio Birdman ou os Saints até a pérolas como os Fun Things, La Femme, New Christs, Rocks, Celibate Rifles, GOD, Bored! e por aí fora, há um grande legado que merece uma atenção especial. Um dia, em breve, vou perder umas horas a fazer um levantamento de bandas, editoras e movimentos que o país dos Cangurus merece.
Entretanto, descobri pelo You Tube um "podcast" com vídeos de bandas esquecidas como os Exploding White Mice, Proton Energy Pills, GOD, Massappeal, que vão desde o punk mais rapido, ao garage mais eloquente, passando pelo que nos Estados Unidos ficou conhecido como grunge (termo que abomino, porque não representa mais do que uma mescla de punk, garage, metal e no-wave), mas na realidade foi na Australia que teve o seu auge.
Cá está o link:
The Aussie Rock Juke Box - "site oficial"
ou
The Aussie Rock Juke Box - Playlist no YouTube
Agora oiçam!!!
Normalmente quando se fala de punk rock ou garage, todos nós nos lembramos das grandes bandas de Inglaterra ou dos Estados Unidos... Quando falamos de um rock (seja punk, hardcore, garage, metal ou grunge) continuamos a pensar nas pérolas perdidas na América, em Inglaterra, ou mesmo na Europa (Belgica, França e Alemanha como reis).
Mas tendemos a ignorar a Australia...
No entanto, o rock australiano desde os anos 70 está cheio de grandes bandas que muitas vezes são esquecidas.
Desde as mais conhecidas como os Radio Birdman ou os Saints até a pérolas como os Fun Things, La Femme, New Christs, Rocks, Celibate Rifles, GOD, Bored! e por aí fora, há um grande legado que merece uma atenção especial. Um dia, em breve, vou perder umas horas a fazer um levantamento de bandas, editoras e movimentos que o país dos Cangurus merece.
Entretanto, descobri pelo You Tube um "podcast" com vídeos de bandas esquecidas como os Exploding White Mice, Proton Energy Pills, GOD, Massappeal, que vão desde o punk mais rapido, ao garage mais eloquente, passando pelo que nos Estados Unidos ficou conhecido como grunge (termo que abomino, porque não representa mais do que uma mescla de punk, garage, metal e no-wave), mas na realidade foi na Australia que teve o seu auge.
Cá está o link:
The Aussie Rock Juke Box - "site oficial"
ou
The Aussie Rock Juke Box - Playlist no YouTube
Agora oiçam!!!
terça-feira, 3 de maio de 2011
Do You Remember?
Quem se lembra desta noite? 2 de Fevereiro de 2007 em Almada, na carismática sala Incrível Almadense, juntaram-se os portugueses Headwire e Anti-Clockwise aos britânicos UK Subs e Vibrators.
Eu tive presente, como habitual. O jantar foi com a rapaziada dos Headwire, a entrada foi oferecida pela banda e como tal não tive grande motivo para reclamar quando a dupla de bandas nacionais tiveram direito a mais tempo de palco que a dupla de bandas de Inglaterra.
Mais um exemplo de má organização típica em Portugal.
Os Headwire eram um misto de Gun Club e Dead Kennedys que deixaram saudades.
Os Anti-Clockwise ainda aí andam (ainda há pouco abriram para Lords Of Altamont) a fazer a mesmíssima coisa que faziam nesta altura.
Os Vibrators deram um excelente (mas curto) concerto. Abriram com a Automatic Lover, mas foi com a "Troops of Tomorrow" que agarraram a rapaziada. Faltaram alguns clásicos que foram excluídos por falta de tempo.
Por fim, os UK Subs partiram tudo. De referir que, tirando o baterista, era a formação clássica que gravou o Another Kind Of Blues. Grande concerto... desde CID, I Live In a Car até Warhead, Riot ou Stranglehold foi um desfilar de clássicos que deixou saudades. Claro, acabou com o público em cima do palco. Terminou cedo demais porque a organização cortou a luz quando ia começar mais uma música do encore.
Foi uma noite muito bem passada.
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